sábado, 29 de abril de 2017

Na final da Taça Challenge!


O Sporting esmagou esta tarde os holandeses do Hurry-Up, vencendo com um resultado de 37-14 (21-7 ao intervalo), e confirmando o apuramento para a final da Taça Challenge. 

A vitória por 5 golos na Holanda dava algum conforto para esta segunda mão, mas a equipa não facilitou e terminou com quaisquer dúvidas que pudessem existir logo nos primeiros minutos, realizando uma grande exibição.

O adversário da final deverá ser o Valur, da Islândia, que conseguiu uma vantagem de 8 golos na 1ª mão.


No final, ainda aconteceu este grande momento: "Equipa de futsal, equipa de futsal, traz a taça para Portugal".


(via @Rpss1971)

Os reis do #EuVouLáEstar



Uma das ocorrências mais notáveis do Sporting - Ugra de ontem foi podermos ter ouvido cânticos sportinguistas durante toda a partida. Não foi um voo de dez horas que impediu vários adeptos marcarem presença para apoiar a equipa nesta competição. A Sporting TV entrevistou alguns desses adeptos.

Em forma de homenagem a todos esses grandes sportinguistas, autênticos reis do #EuVouLáEstar, aqui fica a peça da Sporting TV.

Que não lhes falte a voz amanhã!

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Na final!



Grande jogo do Sporting, com vitória por 2-1 frente ao Ugra, com golos de Merlim e Dieguinho. Ficamos agora à espera de saber se defrontaremos na final o Inter ou o Kairat. Parabéns a toda a equipa!

Podem ver no vídeo abaixo os golos e os segundos finais da partida.

Nós acreditamos em vocês!



Começa, daqui a duas horas, a participação do Sporting na final four da UEFA Futsal Cup, disputada em Almaty, no Casaquistão. O Sporting vai defrontar os russos do Ugra, atual campeão europeu, uma equipa que é formada por jogadores que constituem a base da seleção russa, atual vice-campeã europeia e mundial.

O Sporting não poderá contar com os lesionados Djô e Cary, mas, ao contrário do que acontece nas competições nacionais, não existe a restrição de jogadores não formados em Portugal que nos tem impedido de contar em simultâneo com todos os nossos melhores atletas.


Façam história, rapazes!

Goodfellas



Na sequência dos acontecimentos de hoje ligados ao assassinato de Marco Ficini, a TVI fez duas peças que vale a pena ver.

Primeiro, recapitulando tudo aquilo que se passou desde a fatídica madrugada de sábado, o que poderá para servir para retirar algumas dúvidas que ainda há por aí. Depois, recuperando algum do historial mais polémico da claque No Name Boys.

Aqui ficam os vídeos:



quinta-feira, 27 de abril de 2017

E agora?


Agora que sabemos que:
  • os confrontos junto ao Estádio da Luz foram antecedidos de provocações por parte de elementos da claque do Benfica junto a Alvalade
  • o atropelamento foi intencional e não acidental
  • o presumível assassino está identificado e é um elemento dos No Name Boys

... será que assistiremos, por fim, a algum esforço por parte da direção do Benfica para tentar recuperar algum tipo de controlo, por mais ínfimo que seja, das suas claques? Ou vão continuar a tentar empurrar a responsabilidade do que aconteceu para o outro lado da 2ª circular, fazendo de conta que não têm nada a ver com o assunto?

Introducing José Sousa


A troca de acusações entre os presidentes de Sporting e Benfica tem sido o tema dominante dos últimos dias. Como é costume em qualquer assunto que oponha Sporting e Benfica, as opiniões dos adeptos dividem-se radicalmente: para a maior parte dos benfiquistas, Bruno de Carvalho é o diabo e Luís Filipe Vieira é uma vítima em toda esta novela; para muitos sportinguistas, Bruno de Carvalho apenas responde às constantes provocações dos minions de Vieira, principal autor moral do momento de crispação que se vive. Pelo meio, há uma franja de adeptos que consegue identificar responsabilidades de um e de outro lado, ainda que estejam (naturalmente) predispostos a assumir mais culpas do outro lado da barricada.


Nos comentadores e jornalistas, a distribuição é bastante diferente. Os mais sérios, cada vez em número mais reduzido, conseguem ver a realidade como ela é: um mundo onde não existem vítimas nem estadistas, onde quem está calado pode produzir um barulho ainda mais ensurdecedor do que aqueles que não conseguem ficar em silêncio. Mas uma grande parte, cada vez em maior número, tem um discurso exatamente igual ao do mais fanático dos adeptos benfiquistas.

Esta semana deu a conhecer um novo comentador pertencente a este último grupo. Na terça-feira passada, este comentador participou num programa do tipo fórum da Sport TV+ que, nesse dia, se debruçou sobre a troca de galhardetes entre Bruno de Carvalho e Vieira. No início do programa, o pivot pediu-lhe a sua leitura sobre a guerrilha de palavras entre os dois presidentes. O comentador não perdeu tempo a mostrar ao que vinha. Senhoras e senhores, apresento-vos o novo comentador da Sport TV: José Sousa. 


Apesar de haver dois presidentes a dançar, José Sousa centra completamente a sua intervenção inicial em Bruno de Carvalho, fazendo, inclusivamente, a comparação indireta a Vale e Azevedo. Ou seja, não só coloca a responsabilidade total em Bruno de Carvalho, como acaba por subscrever o insulto de Vieira ao presidente do Sporting.

Sobre Luís Filipe Vieira, é isto que José Sousa teve a dizer:


Sem surpresa, José Sousa aprecia mais o estilo silencioso de Vieira e não esconde a revolta pelo facto de o Sporting ser sistematicamente o clube mais falado. Infelizmente, parece não ter-se apercebido de que, muitas vezes, o Sporting é o clube mais falado por causa dos ataques da máquina de propaganda benfiquista.

Continuemos com a análise de José Sousa aos acontecimentos mais recentes.


Portanto: José Sousa acredita que se os presidentes estivessem caladinhos e sossegadinhos, haveria menos situações de violência. Considerando que José Sousa disse antes que Vieira e Pinto da Costa costumam estar em silêncio, a conclusão lógica que se pode retirar é que a responsabilidade daquilo que se passou é, no que aos dirigentes diz respeito, de Bruno de Carvalho.

José Sousa conseguiu ir ainda mais longe e trazer para a discussão o facto de o Sporting pouco ter ganho nos últimos 30 anos, proporcionando-nos este belo momento de vergonha alheia.


Depois do diagnóstico, eis a solução de José Sousa para resolver este problema:


25 de abril, sempre! Simples, não é? Pena que José Sousa não diga como resolver o barulho feito pelos recadeiros&cartilheiros que são usados como caixa de ressonância dos dirigentes que se mantêm silenciosos. Lá está: provavelmente ainda não reparou que eles existem.

Acredito que a opinião de José Sousa encontre um apoio avassalador nos benfiquistas mais fanáticos. Perante isto, pergunto-me: o que será que viu a Sport TV neste indivíduo para o convidarem a integrar a sua equipa de comentadores? Não será certamente pela isenção com que aborda assuntos de política da bola. Será pelo conhecimento dos dossiers? Vamos ouvir o que José Sousa teve a dizer sobre a questão da legalização das claques:


Carlos Janela não conseguiria fugir melhor à questão. Legalização? Para quê? Afinal, sempre existiram claques, isso não influencia nada.

É notável a semelhança entre o discurso de José Sousa e o dos cartilheiros. Só lhe faltou mesmo perguntar o que estavam os adeptos do Sporting a fazer nas imediações do Estádio da Luz às 3 da manhã...


Nem sequer percebeu as dicas do colega, em como, de facto, o encontro entre as duas claques foi premeditado... por ambos os lados. 

Mas o melhor momento de José Sousa neste programa foi a comparação que lhe veio à cabeça enquanto falava de Bruno de Carvalho. Adivinham quem foi a personalidade que José Sousa usou para comparar o presidente do Sporting? Vamos fazer um jogo: pensem em três hipóteses antes de verem o próximo vídeo. Uma pista: não foi Vale e Azevedo nem o Querido Líder da Coreia do Norte.


"Interessante", não é? "Não estou a dizer que Bruno de Carvalho é fulano", diz Sousa, mas lamenta-se pelos pobres sportinguistas que não conseguem topar a manipulação de que são alvo por parte do seu líder, o que os poderá levar a ter atitudes "grotescas" e "animalescas".

José Sousa teme pelo futuro, pelas repercussões graves que isto poderá trazer. O assassinato de sábado passado não é suficientemente grave? É que convém lembrar que os dois assassinatos de adeptos que já se registaram no futebol português não foram cometidos por sportinguistas...


A carreira de José Sousa

A pergunta que coloco é: José Sousa não tem tento na língua, mostrou-se completamente parcial, não está informado nem percebe determinados dossiers, e, como se pode constatar por estes vídeos, é um comunicador fraco. Só se perceber muito de bola, mas olhando para o seu currículo de treinador (Vilafranquense e sub-19 do Belenenses), não é a escolha mais óbvia.

Como é que alguém se terá lembrado de o contratar? Vá-se lá saber...

Para quem não se lembra, José Sousa é um antigo lateral direito formado no Benfica que chegou a ser internacional nos escalões jovens. Chegou à equipa principal do Benfica, onde esteve duas épocas: 1997/98 e 1998/99. No entanto, no verão de 1999, foi dispensado por Jupp Heynckes.


Sousa rescindiu com o Benfica e, sendo jogador livre, optou por rumar ao Alverca, clube onde tinha feito a sua primeira época de sénior. Alverca que, em 1999, tinha como presidente... Luís Filipe Vieira. Outra curiosidade é que, nesse mesmo defeso, houve um outro jogador do Benfica que o acompanhou nesse percurso: Sergei Ovchinnikov.

Sousa e o guarda-redes russo fizeram, portanto, a época de 1998/99 no Benfica e a de 1999/00 no Alverca. Curiosamente, o seu destino continuou ligado na época seguinte: ambos os jogadores foram transferidos do Alverca para o Porto (um percurso que, na altura, era muito frequente, nos dois sentidos, graças às excelentes ligações entre o presidente do Alverca e Pinto da Costa - Deco e Ricardo Carvalho são dois dos mais notáveis exemplos).


Curioso, também, que, apesar de Sousa ter ido para o Alverca como um jogador livre, parte do seu passe era pertença de... Luís Filipe Vieira. Ainda mais curioso é o facto de o Porto ter contratado Sousa sem ter qualquer intenção de o integrar no seu plantel. Se os protagonistas fossem outros, haveria quem pudesse insinuar que poderia ser uma forma de dar dinheiro a ganhar aos detentores do seu passe por outros bons serviços prestados. Mas como falamos de presidentes que primam pelo silêncio, é óbvio que uma marosca dessas está completamente fora de questão.

Ovchinnikov e Sousa lá rumaram então para o Porto. O guarda-redes foi titular durante uma época, acabando por regressar à Rússia na época seguinte. Quanto a Sousa, como se esperava, foi emprestado de imediato. No primeiro ano de contrato foi para Braga...


... e, nas épocas restantes de contrato, foi cedido ao Farense e Belenenses...


... nunca tendo chegado a vestir a camisola do Porto em jogos oficiais.

De qualquer forma, se for um homem grato a quem o ajuda, Sousa bem que pode agradecer a Vieira por 7 anos da sua carreira, seja por via direta (os 2 anos que esteve no Alverca) ou indireta (o contrato de 5 anos com o Porto).

Como tal, é mais do que justo que o agora comentador veja o seu ex-presidente como um homem bom. Bruno de Carvalho tem de comer muita sopinha (ou dar a comer) até chegar aos seus pés.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

As (exorbitantes) comissões pagas pelos clubes

A FPF divulgou ontem a lista de negócios dos clubes com jogadores (compras, vendas e renovações), realizados entre 1 de abril de 2016 e 31 de março de 2017, que implicaram o pagamento de comissões a empresários e intermediários. No final, fizeram um resumo com os valores pagos por cada um dos clubes:


Como seria de calcular, os três grandes ocupam as três primeiras posições dos clubes mais gastadores, mas a disparidade entre eles é aberrante: o Sporting gastou 4,9M, o Porto gastou 6,2M, e o Benfica gastou 30,1M. Salta à vista, obviamente, o facto de o Benfica pagar pouco menos do que o triplo que Sporting e Porto gastaram juntos.

Apesar disso, não tardou a aparecer quem viesse tentar explicar que os valores pagos pelo Benfica são "naturais".


Rui Pedro Braz lança logo da cartada de que o Benfica é o clube que faz mais vendas para justificar a tal disparidade. Segundo o comentador, o Benfica vendeu cerca de 130 ou 140 milhões de euros. Está aqui o primeiro erro do comentador. Nesta lista da FPF, as únicas vendas do Benfica que são consideradas são as de Renato, Gaitan e Guedes, mais os empréstimos de Talisca e Taarabt. É verdade que o Benfica anunciou, em janeiro, ter vendido Hélder Costa por (supostamente) 15 milhões. O problema é que Hélder Costa não aparece nesta lista da FPF - apesar de ser muito duvidoso que Mendes não tenha amealhado o seu dízimo. Isto significa que, dos 30 milhões gastos pelo Benfica em comissões, apenas cerca de 9 corresponderão a vendas de jogadores.

A primeira metade da justificação de Braz cai, assim, por terra.

Ou seja, o Benfica terá gasto cerca de 21 milhões em comissões para negócios de compra e renovação de jogadores. Sabe-se que os "custos zero" de Carrillo e Zivkovic corresponderam a custos de cerca de 12,6 milhões - nos quais é necessário retirar os prémios de assinatura dos jogadores, que não entram nestas contas -, que ajudaram a empolar estes valores. E também houve gastos com renovações de jogadores de 1ª linha, como Ederson (via Gestifute), Luisão, Sálvio ou Jardel. Sabe-se que a renovação de Sálvio custou 2,6 milhões, e que a de Jardel custou 2,1 milhões. Assim não custa nada negociar, diria eu.

Coloco agora a pergunta que se impõe: é mesmo obrigatório que os clubes paguem fortunas para realizarem negócios? As recentes vendas do Sporting provam que não, pois o clube encaixou 70 milhões só com João Mário e Slimani, sem que qualquer comissão fosse paga. E também se fecharam renovações de alguns dos principais jogadores do plantel, como Rui Patrício, Adrien, Gelson ou Schelotto.

A segunda metade da justificação de Braz assenta na ligação a Mendes. Diz o comentador que "o Benfica, se quer continuar a trabalhar com este empresário, tem que aceitar as suas regras". Jorge Mendes abre muitas portas? Sim, isso é indiscutível. Mas será que compensa esta dependência depois de deduzidos as comissões, os mendilhões, e a obrigação de compras igualmente milionárias para manter o carrossel em andamento? Não existirão outros empresários capazes de colocar os jogadores por valores líquidos igualmente interessantes, havendo qualidade? Não é para isso que servem os negociadores implacáveis?

O mercado funciona como funciona, e não é possível regressar a um tempo em que os clubes negoceiam diretamente com os jogadores, mas considerando a situação financeira de todos os clubes, não faz qualquer sentido que os clubes encarem as comissões como gastos inevitáveis e inegociáveis. Está provado que o caminho palmilhado pelo Sporting, por muitas dificuldades que isso possa causar a determinados negócios, faz todo o sentido. Só para colocar em perspetiva a barbaridade destes números, o Benfica contraiu ainda este mês um empréstimo obrigacionista de 60 milhões de euros, com duração de 3 anos. Ou seja, só no espaço de um ano, o Benfica gastou metade desse valor em comissões a empresários e intermediários...

terça-feira, 25 de abril de 2017

O galáctico da hipocrisia

Excelentes os comentários que André Dias Ferreira fez ontem sobre Luís Filipe Vieira e as declarações feitas no final do dérbi de sábado.

Muito pertinente também a intervenção de André Cunha de Oliveira a relembrar que, tendo sido Bruno de Carvalho castigado por lesão da honra e reputação de Vítor Pereira. Ora, quando Vieira acusa Bruno de Carvalho de ser mentiroso, populista e demagogo, comparando-o ainda a Vale e Azevedo, estamos perante o mesmo tipo de situação. Veremos se o Conselho de Disciplina atuará em conformidade, ou se estaremos perante mais um caso de dois pesos e duas medidas na justiça do futebol português.

Aqui fica o vídeo:



"Coitado do Artur"


Só ontem à noite vi as imagens em que se pode ver Luís Filipe Vieira, o silencioso, em ação antes das conferências de imprensa dos treinadores, mandando recados para os jornalistas presentes no Auditório Artur Agostinho.

Mais uma bela demonstração de elevação, que teve ainda o complemento da utilização do termo "marquês" para falar, presumivelmente, de Jorge Jesus.