terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Um nojo

Não sou apreciador dos termos que Bruno de Carvalho usa para descrever alguns sportinguistas, como "sportinguense" ou "sportingado". Não acho que seja pecado alguém não gostar de Bruno de Carvalho, nem acho que seja crime que existam sportinguistas que sejam incapazes de reconhecer o excelente trabalho do presidente e da sua equipa na recuperação e afirmação do clube num espaço de tempo tão reduzido, contra todas as probabilidades.

Mas aquilo que alguns sportinguistas fizeram - e que os emails do Benfica nos deram a conhecer - é indesculpável. Já se sabia da troca de correspondência do ex-diretor de conteúdos da BTV com Paiva dos Santos, mas no domingo, com a divulgação pública do arquivo de emails de Pedro Guerra, ficámos a saber que um outro sportinguista fornecia informações à comunicação benfiquista.

André Carreira de Figueiredo é um ex-funcionário do Sporting que foi apoiante de Bruno de Carvalho antes da sua subida à presidência. No entanto, o apoio acabaria por se converter num ódio cego, ao que se diz por não lhe ter sido oferecido um cargo no clube após a vitória nas eleições de 2013. André Carreira de Figueiredo lá terá as suas razões para a postura que adotou desde então, mas nada do que lhe possam ter feito justifica que um sportinguista faça isto ao seu clube:


No arquivo de Pedro Guerra, é possível ver que André Carreira de Figueiredo lhe enviou 51 emails, entre 22 de dezembro de 2015 (ou seja, um par de meses depois de ter estourado a polémica dos vouchers e numa altura em que a guerra entre Sporting e Benfica estava no auge) e 22 de janeiro de 2017. Se tamanha frequência de correspondência entre um sportinguista e o mais célebre propagandista do Benfica já causa estranheza, olhar para o conteúdo dos emails enviados é coisa para revoltar qualquer sportinguista que se preze. É um autêntico nojo. Vou deixar aqui alguns exemplos para perceberem do que estou a falar.

1. "Morena em Londres": André Carreira de Figueiredo (ACF) envia para Pedro Guerra o perfil de linkedin de Joana Ornelas


2. Quando o Sporting contratou Markovic, ACF chama a atenção de Pedro Guerra para umas supostas declarações (não confirmadas) do Sérvio a menorizar o Sporting. Ou seja, temos um sportinguista a tentar arranjar lenha para queimar um jogador recém-contratado pelo seu clube. Vergonhoso.



3. Informações sobre André Geraldes, atual diretor desportivo do Sporting


4. A avisar para uma eventual venda em pacote de Adrien e Slimani para fintar o detentor de parte do passe de Slimani (quando, na realidade, o Sporting também não detinha a totalidade do passe de Adrien). Como se sabe, tal venda em pacote acabou por não se verificar porque na altura a oferta por Adrien foi rejeitada, o que demonstra que não existia má-fé da parte do Sporting.



5. A criticar um post de Nuno Saraiva, sentindo-se chocado pelo facto de o diretor de comunicação do Sporting ter escrito que Figo foi o primeiro português a ganhar a Bola de Ouro para jogador do mundo - e, na realidade, Nuno Saraiva tinha razão, já que Eusébio ganhou o prémio numa altura em que apenas eram abrangidos jogadores que alinhavam em clubes europeus.


6. Sem comentários.


7. "Mimoso", enviando para Pedro Guerra um link do zerozero sobre o filho de Fontelas Gomes que joga no Sporting. Inqualificável.


8. Escreveu também um mail com várias informações e historial de vários sportinguistas presentes nas redes sociais e na blogosfera sportinguista, para além de vários outros funcionários dos clubes, incluindo várias fotografias em anexo. Não coloco aqui esse mail por motivos óbvios.


Isto é das atitudes mais baixas que um sócio sportinguista pode ter em relação ao seu clube. André Carreira de Figueiredo é um traidor que se aliou aos maiores inimigos do clube, com o intuito de lhes passar uma espécie de cartilha anti-Sporting e anti-dirigentes do Sporting, não se preocupando com as consequências que isso pudesse ter para os objetivos desportivos do clube, e para a sua vida em geral.

Não sei se André Carreira de Figueiredo ainda é sócio. Se for, tem de ser expulso do clube o mais rapidamente possível. Perdeu o direito a continuar a ser um de nós.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

De Astana a Lisboa são 79 horas de distância



... de carro, podendo ser encurtada para umas 10 ou 11 horas de avião. Saiu-nos o Astana, equipa do Cazaquistão, um adversário que é desportivamente acessível, mas logisticamente complicado, com uma deslocação a um inferno gelado (média de 15 graus negativos de temperatura mínima em fevereiro) para jogarmos num campo sintético, mas coberto (valha-nos isso).

Eliminatória jogada no espaço de uma semana, com uma deslocação a Tondela pelo meio.


A fórmula parece-me óbvia: poupar na equipa que vai jogar a primeira mão (deixando em Lisboa os jogadores mais importantes/desgastados), e resolvê-la cá.

Apito Abençoado: O email da amante

Durante a tarde de ontem, foi divulgado um link com um ficheiro que contém os emails de Pedro Guerra que foram parar às mãos do Porto. São milhares e milhares de emails que ocupam um total de 6 GB. Fiz uma pesquisa inicial, começando por aqueles que foram enviados por Nuno Cabral, e acabei por encontrar o email que Francisco J. Marques referiu de passagem em que o então delegado da Liga passou informações sobre uma amante de um elemento do mundo da arbitragem.

Aqui fica o email:


O email tem uma imagem em anexo, com a fotografia de duas pessoas, um homem e uma mulher, que, pelo que se pode ler no corpo do email, são irmãos. Segundo Nuno Cabral, a mulher tem muita influência nos meandros da arbitragem e é amante de um alto responsável do Conselho de Arbitragem da FPF.

Retirei o nome dos irmãos e da empresa, por não achar relevante estar a expor essa informação publicamente, nem vou mostrar a fotografia. O nome do “alto responsável do CA” não é indicado neste email, mas é óbvio que Nuno Cabral sabe de quem se trata.

De qualquer forma, não deixa de ser interessante observar o tipo de emails enviados que um delegado da Liga em funções entendeu enviar a um elemento da estrutura benfiquista. E nem vale a pena referir a utilização que pessoas mal intencionadas poderão fazer de informações desta natureza.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Bem sincronizado, mister

Ontem, no final do Boavista - Sporting.




Os bispos abriram a defesa e as torres terminaram o trabalho

Mais uma deslocação de risco após uma desgastante jornada da Liga dos Campeões, mais uma boa resposta da equipa, que continua a demonstrar uma boa noção das prioridades. A primeira parte não foi famosa, no entanto: a velocidade de execução colocada na construção pareceu sempre demasiado lenta para um Boavista fechado e pressionante no seu meio-campo. O jogo seria desbloqueado com um golo marcado num momento importantíssimo, que lançou a equipa para uma exibição segura e para uma vitória indiscutível num terreno sempre complicado.




Um golo no melhor momento possível - o golo de Coentrão, marcado no final dos três minutos de descontos que o árbitro concedeu na primeira parte, dificilmente poderia ter surgido em melhor altura. Grande trabalho de Dost a soltar a bola para Podence, que depois soube ter paciência e habilidade para dançar à frente de Talocha enquanto dava tempo aos colegas para se posicionarem na área. Soltou o esférico para o segundo poste onde apareceu Coentrão - bons 90 minutos - a finalizar. Um golo que desbloqueou um jogo que estava a ser difícil e que foi um importante tónico para uma bem melhor segunda parte.

A agressividade na segunda parte - apesar de ter inaugurado o marcador no último suspiro do primeiro tempo, foi pelo que fez na segunda parte que o Sporting fez realmente por merecer, de forma incontestável, a conquista dos três pontos. A maior pressão sobre a saída de bola do Boavista e o adiantamento em bloco da equipa nos momentos de posse encostaram os axadrezados à sua área e inclinaram em definitivo o campo e valeram, por duas vezes e no espaço de poucos minutos, a obtenção da tranquilidade no marcador.


O jogo que começou a ser ganho em Barcelona - Jorge Jesus fez questão de referir que a vitória no Bessa começou a ser construída em Barcelona, já que, segundo o seu ponto de vista, os jogadores poupados na Liga dos Campeões foram os melhores na partida com o Boavista. Não sei até que ponto é que um facto foi consequência direta do outro, mas gosto da forma como as prioridades têm sido definidas: campeonato acima de todas as outras competições, sempre e até ao fim.

Todos a oxigenar o cabelo, sff - Dost, portador de cabelo naturalmente claro, marcou dois golos após dois desvios de cabeça do louro Mathieu, outro portador de cabelo naturalmente claro, fechando o marcador que tinha sido inaugurado por Coentrão, portador de cabelo artificialmente claro, após um trabalho magnífico de Podence, recente portador de cabelo ainda mais artificialmente claro. Se há lendas que atribuem força sobrehumana à dimensão do cabelo, por que não haver uma associada à sua tonalidade?

O apoio vindo das bancadas - incrível o apoio dado pelos muitos sportinguistas que quase encheram uma das bancadas do Bessa. Mereceram a referência que Jesus lhes fez no final, e um exemplo para o punhado de assobiadores que têm aparecido em Alvalade.



Facilitismos - Piccini, com a bola controlada, atrapalha-se sozinho e perde a noção de onde ela estava, permitindo um contra-ataque do Boavista que acabou por valeu um amarelo a Coates. Mathieu é um grande central, mas tem a particularidade de ter o hábito de registar exatamente uma paragem cerebral por partida. A de ontem, ocorrida na primeira parte, não teve consequências graves. Coates, infelizmente, não pode dizer o mesmo: tentou fintar um adversário em zona proibida, e perdeu a bola, que só pararia nas redes de Patrício e relançou a discussão do jogo durante um par de minutos. 

Erros de arbitragem - Penálti não assinalado por falta nas costas de Podence no final da primeira parte. Mateus parece estar em fora-de-jogo no momento do passe que lhe é feito para o golo do Boavista, mas nem fiscal-de-linha (fez bem em deixar seguir) nem VAR (com maiores responsabilidades) o assinalaram - ainda assim, era um lance de análise difícil e compreendo que tenham dado o benefício da dúvida ao avançado do Boavista. Perto do fim, Gelson é derrubado por Sparagna numa altura em que ficaria isolado perante o guarda-redes. O boavisteiro devia ter sido expulso, mas só viu o amarelo. Alguns mais compreensíveis, outros menos compreensíveis, mas todos em prejuízo do mesmo clube. Curiosamente, estes erros sucederam-se pouco depois da existência de vários erros num outro jogo, todos em benefício do mesmo clube, o do costume. Haverá quem encontre explicações individuais para cada um destes erros, negando-os ou desculpando-os, mas o que ninguém conseguirá contestar é a improbabilidade estatística daquilo que vai sucedendo semana após semana: seria natural que, uma vez ou outra, os que são beneficiados também fossem prejudicados...



Mais um campo complicado que foi ultrapassado, que vale uma liderança provisória que, infelizmente, não deverá durar muito. Duvido que os jogadores do V. Setúbal, com os graves problemas que o clube tem atualmente, consigam bater o pé ao Porto. De qualquer forma, o caminho é este: só se formos fazendo sempre a nossa obrigação é que poderemos aproveitar os deslizes, previsíveis ou inesperados, que os outros possam ter.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Janela indiscreto


Na sequência da recente revelação que Francisco J. Marques fez dos emails enviados por Nuno Cabral a Paulo Gonçalves com informações privadas sobre os árbitros e observadores, como a morada e o telemóvel, Carlos Janela deu a explicação que faltava para todos percebermos o que leva um clube a procurar obter este tipo de dados pessoais de elementos ligadas ao futebol.

Bom feriado para todos.






quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Porque é que o Sporting é o maior?

Pertinente texto de José Diogo Quintela no CM sobre uma questão sobre a qual tenciono escrever em breve: por que razão é que a comunicação social e os dirigentes federativos teimam em colocar o Sporting no centro da polémica quando é mais do que óbvio que o futebol português está refém de dois clubes que estão dispostos a fazer tudo (mas mesmo tudo) para ganhar?

(via @captomente)

Mais Piccini

Mais uma excelente exibição, do ponto de vista defensivo, do nosso lateral direito. Aqui ficam algumas das boas intervenções que teve em Barcelona.



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

As novas aventuras de Nuno Cabral, o menino bonito do Benfica

Francisco J. Marques revelou ontem, no Porto Canal, mais alguns emails enviados por Nuno Cabral, autoproclamado candidato a menino bonito do Benfica, a elementos do Estado-Maior da estrutura encarnada: Paulo Gonçalves e Pedro Guerra.

Sem mais demoras, aqui estão os vídeos:




I. Nuno Cabral envia a Paulo Gonçalves dados detalhados sobre os árbitros e observadores nomeados para jogos do Benfica


O mais curioso, para mim, é que de todos os nomes mencionados, só um é adepto do Sporting - curiosamente, o observador que é descrito como sendo "exigente e honesto". Os oito árbitros mencionados são todos do Benfica (5) ou do Porto (3). Nem um é do Sporting. Estatisticamente, seria de esperar que aparecessem pelo menos dois... mas não posso dizer que tenha ficado surpreendido com isto.


II. Nuno Cabral envia a Pedro Guerra um email a dizer que o árbitro Hélder Lamas não pode subir à 1ª categoria


Não faço ideia se Hélder Lamas é ou não um dos árbitros de 2ª categoria mais promissores, mas convém registar que Francisco J. Marques não é pessoa inteiramente desinteressada ao fazer essa afirmação. De qualquer forma, o que fica verdadeiramente comprovado com este email é que:

1. O Benfica está muito atento às promoções dos árbitros (e pode-se presumir que exerce o poder - muito ou pouco - que tem), com a evidente intenção de povoar a 1ª categoria de gente que esteja naturalmente mais predisposta a agir de forma simpática.

2. Nuno Cabral está convencido de que existem árbitros que são protegidos do Porto, ou seja, pode-se perceber que pensa que o Porto também exerce o mesmo tipo de influências que o Benfica.

3. O nome do Sporting não é referido nestas guerras.

Fica perfeitamente claro quais são os verdadeiros pontos de instabilidade do futebol português. Pena é que não exista ninguém nas estruturas do futebol ou na comunicação social que tenha coragem para o assumir.


III. Nuno Cabral envia a Paulo Gonçalves informações detalhadas sobre uma reunião de delegados da Liga


Relembro que, a esta data, Nuno Cabral ainda era delegado da Liga, estando, portanto, obrigado à isenção e a manter-se equidistante dos clubes. Tráfico de influências no mínimo, corrupção caso tenha havido determinados tipos de contrapartidas pelos serviços prestados (pelo menos bilhetinhos, viagens e hotéis já sabemos que existiram). Mais palavras para quê?


Foi bom enquanto durou

A única coisa que provavelmente não foi atípica no jogo de ontem terá sido o resultado. Jorge Jesus surpreendeu tudo e todos ao apresentar um onze completamente diferente do habitual: Acuña a defesa esquerdo, Ristovski a ala direito e Alan Ruiz como homem mais adiantado, deixando de fora o agitador e o goleador. A ideia do técnico passaria certamente por manter a equipa na discussão do jogo sem a desgastar demasiado ao mesmo tempo que via no que é que as modas paravam em Atenas, para depois colocar então toda a carne no assador. Assim conseguiria alcançar um certo equilíbrio entre a ambição europeia e a preocupação com a frescura física de alguns elementos-chave para o jogo do Bessa.

Creio que o plano de Jesus correu conforme o plano, mas agora, após o jogo estar disputado, fiquei com a sensação de que isso acabou por prejudicar as hipóteses de o Sporting conquistar os três pontos. O Sporting que jogou a primeira parte foi inofensivo no ataque por vários motivos: não havia um homem-alvo na área, sendo óbvio que ninguém sabia o que fazer à bola quando se aproximavam da área; não havia um Dost para ganhar os duelos aéreos a meio-campo e distribuir a bola permitindo a subida dos companheiros; não havia um Gelson para desequilibrar no um-contra-um. As alterações ao intervalo devolveram velocidade e presença na área ao jogo do Sporting, mas a segunda parte já não correu conforme o plano por causa de situações improváveis que acabaram por ser decisivos no desfecho do resultado - não só o Barcelona marcou num lance de bola parada, ainda com Messi a aquecer fora das quatro linhas, como Dost falhou dois golos feitos que normalmente não perdoa.





A linha defensiva - Se há alguma evolução entre a época passada e esta época, é a da qualidade da linha defensiva do Sporting. Isto é visível nas várias situações de grande dificuldade que os defesas foram chamados a resolver: Piccini, na primeira parte, salvou pelo menos duas situações de enorme perigo; Coates fez uma segunda parte imperial, ao seu melhor nível; Mathieu foi pendular, como de costume, e não mereceu o autogolo - teve de arriscar um corte em más condições, pois caso não o fizesse tinha um adversário nas costas que finalizaria sem dificuldade; e até Coentrão teve uma grande intervenção no flanco contrário no pouco tempo que esteve em campo.

A forma de Rui Patrício - mais uma grande exibição numa época fenomenal. Sinceramente, não percebo como é que nenhum clube de uma grande liga o vem buscar ao Sporting. Da parte que me toca, ainda bem que assim é. Por mim, pode ficar até decidir terminar a carreira. Falta-lhe apenas um título nacional para figurar na galeria dos maiores de sempre do clube.


Golos que não se podem falhar - num jogo destas características não se pode desperdiçar ocasiões flagrantes, como as duas que Dost falhou na segunda parte. O primeiro, então, foi de levar as mãos à cabeça: o cruzamento de Gelson foi perfeito, e o holandês só tinha de escolher o lado. Infelizmente, acabou por acertar no outro holandês. Estou, no entanto, perfeitamente disposto a perdoar-lhe esta noite infeliz se no Bessa regressar ao seu normal e meter uma ou duas batatas na baliza adversária.

Não quero bater no ceguinho, mas... - mais uma vez, Alan Ruiz foi um jogador a menos. Tem, obviamente, a atenuante de ter sido colocado numa função diferente da que lhe é habitual, mas a sua incapacidade em mexer no jogo foi geral e não se limitou aos momentos em que era o elemento mais adiantado. Mais uma oportunidade perdida e, sinceramente, não consigo compreender como é que é chamado a jogo havendo Podence, Dala, ou mesmo Rafael Leão.



O Sporting terminou a sua participação na edição deste ano da Liga dos Campeões, alcançando um terceiro lugar e a passagem para a Liga Europa. Foi um percurso bastante positivo, que começou com um apuramento categórico em Bucareste, incluiu duas vitórias confortáveis ao Olympiacos e boas exibições contra Barcelona e Juventus, duas das melhores equipas europeias. Mas tão ou mais importante que isso, foi a capacidade que o grupo de trabalho demonstrou nas mudanças de chip entre a Liga dos Campeões e as competições internas, ao contrário do que aconteceu noutras épocas. Que se termine este primeiro ciclo europeu em beleza com uma vitória no Bessa.