segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Os golos do Sporting 3 - Belenenses 0 (juniores)

Ainda no fim-de-semana que passou, vale a pena ver os golos marcados por Elves Baldé e Pedro Marques frente ao Belenenses. O golo de Baldé foi uma pequena maravilha, e o primeiro dos dois golos de Pedro Marques frente à sua antiga equipa demonstra bem a sua capacidade finalizadora.




ICYMI: a boleia d' A Bola a Rui Vitória

Para o caso de terem perdido a conversa que resultou da boleia que A Bola deu a Rui Vitória, publicada na última quinta-feira, aqui ficam alguns das afirmações mais cruciais, destacadas pelo próprio jornal. Afirmações absolutamente bombásticas, que poderão fazer abanar todo o edifício do futebol português. É para isto que o jornalismo existe. Obrigado, jornal A Bola!




P.S.: diz-se, na Grécia, que, ao ler esta última afirmação de Rui Vitória, Clésio Baúque desfez-se em gargalhadas incontroláveis.

70 segundos de William Carvalho

Alguns dos melhores momentos protagonizados no sábado por Sir William.

(imitando descaradamente este vídeo do blogue Superioridade Numérica: LINK)

domingo, 25 de setembro de 2016

Liga Allianz, 2ª jornada: Sporting 9 - Viseu 2001 0

Segunda jornada da Liga Allianz, segunda vitória das Leoas, desta vez com uma goleada arrasadora de 9-0 contra o Viseu 2001. Os golos foram marcados por Solange Carvalhas (4), Ana Capeta (2), Tatiana Pinto (2) e Fátima Pinto.

Nuno Cristóvão repetiu o onze que vencera o Belenenses há duas semanas: Patrícia Morais; Rita Fontemanha, Bruna Costa, Matilde Figueiras e Joana Marchão; Patrícia Gouveia, Fátima Pinto e Tatiana Pinto; Diana Silva, Solange Carvalhas e Ana Capeta.




O Sporting partilha neste momento a liderança com Braga e Vilaverdense. Na próxima jornada há uma visita complicada ao Clube de Albergaria, que nesta jornada impôs um empate a zero ao atual campeão nacional, o Futebol Benfica.



A ação defensiva de Bryan Ruiz

É opinião quase unânime, entre os sportinguistas, de que o jogo de Vila do Conde começou a ser perdido pelo facto de existirem elementos da equipa que não fizeram o trabalho de apoio defensivo necessário, permitindo que os adversários seguissem sem grande oposição até perto da área do Sporting.

Contra o Estoril, Bryan Ruiz recuperou a titularidade e demonstrou, por várias vezes, que a segurança defensiva depende muito do trabalho que os jogadores mais adiantados fazem quando o adversário tem a bola em seu poder.

Dou, como exemplo, três intervenções defensivas de Bryan Ruiz na primeira parte. Na primeira, Bryan tem a preocupação de recuar rapidamente perante uma potencial situação de 3x3, e uma vez garantida a superioridade numérica preocupou-se em preencher o espaço vazio na linha defensiva. Na segunda, fez um movimento para o interior de forma a fechar no meio, onde não havia qualquer outro colega para travar uma progressão sem oposição do jogador do Estoril que levava a bola. Na terceira, resolveu sozinho uma situação de ataque da equipa adversária pelo seu flanco.

Aqui fica um pequeno vídeo com essas três situações:



P.S.: a equipa feminina de futebol disputa hoje a segunda jornada da Liga Allianz contra o Viseu 2001. O jogo será disputado na Academia de Alcochete às 15h. Estas são as convocadas para o embate de logo.


sábado, 24 de setembro de 2016

Noite de gigantes

Foi, literalmente, uma noite de gigantes. Realizando uma exibição agradável - apesar de um pouco inconsistente pelos altos e baixos apresentados ao longo dos noventa minutos -, o Sporting conseguiu vencer o Estoril de forma confortável, graças aos 3 golos marcados pelos seus gigantes: Dost e Coates. No entanto, houve mais gente grande a destacar-se para além do holandês e do uruguaio - como William e Bryan Ruiz -, para além de outras figuras que, não sendo grandes em termos de envergadura física, souberam estar à altura dos acontecimentos.

A partida decorreu em sentido único, com o Sporting a dominar por completo um Estoril muito recuado e concentrado na faixa central - convidando, de certa forma, o Sporting a usar e abusar das incursões pelos flancos. O resultado ficou em 4-2, mas não traduz, de forma alguma, o diferencial de rendimento e oportunidades de golo criadas entre as duas equipas. Houvesse mais acerto na finalização, e o resultado poderia bem ter sido uma goleada das antigas.





(via @_goalpoint)
William de régua, esquadro, transferidor e compasso, mas também de vassoura e pá, e ainda de pilhas Duracell - exibição impressionante de William, a todos os níveis. Esteve exemplar na organização e distribuição de jogo, com o destaque óbvio para o papel desempenhado no 3º (assistência) e no 4º golo (passe para assistência). É, aliás, impossível não ficar de boca aberta com o passe que fez para o segundo golo de Dost, uma obra de arte que glorifica a sua rapidez e precisão de raciocínio e execução. Defensivamente, limpou todas as iniciativas de ataque do Estoril, realizando 15 (!) recuperações de bola. Fisicamente impressionante, venceu praticamente todos os duelos e disputas de bola em que esteve envolvido, e ainda conseguiu encontrar energias para fazer sprints aos 90 minutos. Para ser perfeito, faltou-lhe apenas marcar a oportunidade de que dispôs perto do fim.

Temos matador - Bas Dost chegou, viu e marcou, marcou, marcou. Já leva quatro golos em três jogos para o campeonato, mas os da noite passada foram de uma qualidade que deixam antever muitas redes a balançar até ao final da época. Para já, vai confirmando a fama que ganhou na Alemanha: inteligente, com recursos técnicos muito interessantes, e extremamente oportuno.

Gelson, o suspeito do costume - foi o grande agitador do ataque do Sporting. Entendeu-se bem com João Pereira e conseguiu furar várias vezes a densa cortina amarela. Numa delas, fez o cruzamento para o primeiro golo de Dost. Em seis jogos da Liga, já leva dois golos e quatro assistências. Mais palavras para quê?

João Pereira todo-o-terreno - ofensivamente muito dinâmico no seu flanco, defensivamente teve um conjunto de intervenções preciosas que evitaram mais dissabores. Continua a fazer um belo início de época, merecendo ser o dono do lugar.

A diferença de ter Bryan - o ponto alto da exibição do costa-riquenho foram as duas assistências para os golos de Coates e André, mas também é justo que se reconheça a importância que tem no equilíbrio da equipa. Sabe quando tem de recuar, sabe quando tem de fechar dentro, sabe quando tem de fazer dobras, e ontem demonstrou-o em várias ocasiões. Ponto negativo: mais um punhado de oportunidades falhadas - uma das quais, há que dizê-lo, só não entrou porque Moreira fez uma grande defesa.



Corpos estranhos à equipa - Jefferson continua a não dar confiança. Até se pode dar o desconto de não ter rotinas com os colegas, por ser pouco utilizado, mas isso não explica tudo. Ofensivamente, não conseguiu tirar partido do muito espaço que teve à disposição - nenhum dos vários cruzamentos que fez encontrou um colega na área. Nas disputas de bola, entrou sempre a medo, perdendo quase sempre os duelos ou deixando a equipa desequilibrada. Alan Ruiz entrou em modo complicativo, tentando forçar dribles em situações de clara desvantagem numérica que, invariavelmente, redundavam na perda de bola. Saiu, sem surpresa, ao intervalo. 

A má gestão de esforço - Elias parece que entrou cansado. Se quer demonstrar que é um jogador diferente daquele que esteve cá em 2011/12/13, é bom que não faça muito mais jogos abaixo dos mínimos exigíveis. Markovic, recém-entrado em campo, não pode alhear-se das tarefas defensivas quando perde uma bola. A apatia que revelou no lance do 3-1 fica-lhe muito mal. Gerir esforço não pode ser isto.

A cerimónia revelada no momento de rematar - houve pelo menos um par de ocasiões em que se justificava mais o remate do que um passe a procurar um colega (supostamente) em melhor posição. Quando há boas condições para alvejar a baliza, mais vale não hesitar e fazê-lo.



A gestão de esforço que se aceita - a equipa entrou em descompressão após o 3-0. Não é bonito, era certamente mais entusiasmante se continuassem a carregar sobre o Estoril à procura da goleada, mas estando o jogo resolvido e havendo uma partida importante na terça-feira, é razoável que isso aconteça. Pelo meio, ainda deu para André se estrear a marcar.

O regresso de Capela - considerando o passado do árbitro com o Sporting e a previsível animosidade no seu regresso a Alvalade, João Capela revelou, de uma forma geral, sensatez na condução do jogo. Antes do primeiro golo houve um par de jogadas de perigo na área do Estoril que me pareceram (no estádio) cortadas prematuramente. O facto de o Sporting ter marcado cedo acabou por tornar a partida simples de dirigir, e o árbitro soube tirar vantagem disso não complicando. A partir daí, tirando uma ou outra decisão errada (para ambos os lados), fez uma boa arbitragem. 



Exibição bastante aceitável que fica um pouco manchada pelos dois golos sofridos. De qualquer forma, foi uma vitória importante por quebrar a sequência de duas derrotas, e também foi positivo o facto de Jesus ter podido gerir o esforço de certos jogadores já pensando no embate com o Légia.

Bas Dost!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Os convocados para a receção ao Estoril


Jogando duas partidas consecutivas em casa separadas por quatro dias, não há desculpas para não se apresentar hoje o melhor onze possível. Garanta-se primeiro a vitória contra o Estoril, e só depois disso se comece a fazer a gestão física do plantel.

Em relação à convocatória, Schelotto e Marvin Zeegelaar ficam de fora por problemas físicos, Douglas entrou para o lugar de Paulo Oliveira. De resto, mantém-se inalterada em relação à última partida.

Não sei qual o onze que entrará logo em campo, mas espero que se desfaçam alguns equívocos que Vila do Conde expôs, nomeadamente a não titularidade de Bas Dost e a utilização de Joel Campbell na esquerda.

Com amigos destes, quem precisa de inimigos?

Merece uma leitura atenta o post de ontem do blogue Leoninamente, de autoria de Álamo, que, no seu estilo inconfundível, faz algumas considerações sobre o artigo de opinião que Carlos Barbosa da Cruz escreveu ontem no Record: LINK.

Não poderia estar mais de acordo com Álamo. Confesso - e não é de agora - que me mete uma enorme confusão o facto de determinados sportinguistas, com espaços de opinião nos media, revelarem uma total incapacidade (ou falta de vontade) de levar em linha de conta os interesses do clube quando escolhem os temas que irão abordar nos seus artigos.

Não me entendam mal: não é uma questão de querer impor algum tipo de censura aos sportinguistas que têm acesso a esses espaços. Cada um é livre de escrever aquilo que entende, seja sobre questões positivas da vida do clube, seja sobre assuntos mais polémicos. No entanto, esses sportinguistas já deveriam ter percebido que, de há anos para cá, não falta quem faça questão de explorar, até à exaustão, todas as polémicas e pseudo-polémicas que envolvem o Sporting, seja nos espaços de opinião dos notáveis rivais, seja nas próprias linhas editoriais daqueles (demasiados) jornais, rádios e televisões que têm, nos ataques ao Sporting, um dos seus objetivos primordiais.

Se ainda existe uma réstia de desejo em ajudar o clube nas suas inúmeras batalhas, seria razoável que, pelo menos, pensassem duas vezes antes de partir para a crítica. É um assunto incontornável? É importante alertar os seus leitores para um problema pertinente? Então critique-se. É um tema secundário no meio de muitas outras questões tão ou mais relevantes? Então siga-se em frente e coloque-se o foco nessas outras questões.

Neste caso em particular, Carlos Barbosa da Cruz ocupou metade do seu espaço de ontem a criticar Frederico Varandas, um elemento da estrutura que tem feito, desde que chegou ao clube, um trabalho notável, por algo que aconteceu há mais de três semanas. Pior: chegou ao ponto de recomendar a Frederico Varandas que meta o sportinguismo na gaveta (!!!), como se o sportinguismo fosse algo incompatível com a competência e um obstáculo ao profissionalismo. A meu ver, é ao contrário: a paixão ao clube só pode fazer disparar a determinação e a vontade de ajudar o clube nas piores das circunstâncias. Se a um sportinguismo incondicional juntarmos níveis elevados de competência, então estaremos perante a combinação ideal de qualidades que um funcionário do clube pode ter. 

Contra o Porto, Frederico Varandas fez, de facto, algo que não devia. Mas, considerando que se tratou de um episódio inédito no seu percurso, que a suspensão de um médico é uma questão completamente secundária, e que é algo que ocorreu há várias semanas, havia alguma necessidade de Carlos Barbosa da Cruz recuperar este assunto, nestes termos? Era assim tão difícil encontrar um tema mais atual, ou - agora para algo completamente out of the box - tentar ajudar a relançar a confiança dos sportinguistas na equipa após uma semana muito complicada? 

Com amigos destes, quem precisa de inimigos?