quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A qualidade não tem tamanho


Magnífica foto tirado com quatro reforços para as modalidades: Deo, que recentemente regressou para reforçar a equipa de futsal, rodeado de três jogadores da equipa de andebol. Duas modalidades em que as expetativas estão alinhadas por alto, face à qualidade que o clube conseguiu reunir.

P.S.: a partir de hoje, os comentários passarão a ser moderados. Tentei evitá-lo o mais que pude, mas não vejo que sentido faz estar a gastar o pouco tempo livre que me resta (entre todos os compromissos pessoais, profissionais e a escrita de posts) a eliminar comentários ofensivos, e ter cada vez mais dificuldade em encontrar, no meio de tanta coisa desnecessária, comentários pertinentes que dão gosto ler e discutir. 

E se me não me agrada ver determinadas pessoas a fazer pouco do esforço diário que faço para manter o blogue vivo, procurando miná-lo, também me desgosta ver que há pessoas que não fazem esforço algum para compreender os sacrifícios que isto implica, preferindo exigir em vez de colaborar. Não vejam isto como uma lamentação - porque escrevo aqui com gosto -, mas creio que é bom recordar certas pessoas que é melhor não tomarem por garantido blogues como este ou tantos outros, que são resultado de um enorme esforço de pessoas que apenas querem viver o seu clube e ajudá-lo da melhor forma que conseguem, sem esperarem obter qualquer retorno que não seja o sucesso da equipa que apoiam.

Os comentários só ficarão visíveis, portanto, após eu os aprovar. Não sei dizer, neste momento, se é uma política definitiva ou temporária. O critério de aprovação será o da minha vontade e o timing o da minha disponibilidade, pelo que peço paciência a todos aqueles que têm enriquecido o blogue ao longo destes anos com a sua participação - tenham ou não preferências clubísticas e opiniões idênticas às minhas. A esses, o meu obrigado, e espero que continuem a passar por aqui.

Soltas sobre o apuramento do Porto e o clássico de domingo


  • Quem, na semana passada, viu os primeiros 20, 25 minutos da 1ª mão, dificilmente imaginaria que a eliminatória acabasse com uns concludentes 4-1 para o Porto. Incrível como uma equipa como a Roma se descontrola emocionalmente e acumula 3 expulsões nas duas partidas, praticamente convidando o Porto a seguir em frente. Mérito para o Porto, de qualquer forma, por ter sabido aproveitar a vantagem numérica no Dragão e pela boa entrada no jogo de ontem.
  • A diferença que uma arbitragem isenta faz: se o Sporting tivesse apanhado arbitragens destas contra o CSKA, teria conseguido apurar-se confortavelmente.
  • Importantíssimo, do ponto de vista financeiro, este apuramento. Representará pelo menos mais 15 milhões de euros de receitas, e significa a entrada imediata de dinheiro fresco que, muito provavelmente, será usado para reforçar a equipa. Deveremos esperar um Porto teoricamente mais forte no final do mês.
  • Será que a novela Rafa terá, perante os novos argumentos portistas, um novo capítulo?
  • Psicologicamente, é um peso que sai de cima dos ombros de Nuno Espírito Santo e do plantel. É normal que apareçam em Alvalade muito moralizados. No entanto, há que não esquecer as circunstâncias em que os dois resultados foram obtidos: dos 180 minutos da eliminatória, 100(!) foram disputados em vantagem numérica, e em 40 desses minutos o Porto jogou com mais dois elementos.
  • O que pesará mais no domingo? O moral ganho ontem, ou um eventual desgaste que comece a fazer-se sentir nas pernas à medida que o tempo for avançando? 
  • Independentemente disso, creio que o Sporting é favorito para o clássico. Não só pelo fator casa (Alvalade é o estádio português onde o Porto costuma revelar mais dificuldades), mas também pelo facto de ambas as equipas estarem ainda em processo de consolidação de processos, tendo aí o Sporting a vantagem de estar mais avançado pelo trabalho realizado na época anterior. Como é evidente, qualquer resultado é possível e o Porto é sempre um adversário perigosíssimo que não pode, de foram alguma, ser menosprezado, mas tenho confiança que o Sporting conquistará os três pontos.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

O Benfica não escamoteia aqui nada

Se emissão de mentiras sincronizada fosse uma modalidade olímpica, Portugal facilmente teria regressado dos jogos do Rio de Janeiro com uma medalha de ouro. Ontem, foi possível observar em ação três dos exímios praticantes desta arte: Rui Gomes da Silva, Pedro Guerra e a rising star André Ventura. A ocasião foi a entrevista de Taarabt à revista France Football, e o apontar de dedo ao responsável pela sua vinda para o Benfica.


Como não poderia deixar de ser, o responsável pela contratação de Taarabt foi... Jorge Jesus.

Para quem não tenha uma memória tão prodigiosa como a destes três senhores, há que recordar que Taarabt assinou pelo Benfica a 12 de junho de 2015...


... ou seja...


... uma semana depois de Jorge Jesus ter sido anunciado como treinador do Sporting...


... e de o treinador e respetiva equipa técnica serem proibidos de entrar no centro de estágios do Seixal.

Na realidade, o grande impulsionador para a contratação de Taarabt foi, segundo o que se pode ler em vários sítios na internet, um administrador da SAD chamado Rui Costa. Ainda vamos descobrir que foi Jorge Jesus o responsável pelas contratações de outros jogadores encostados, como Benitez, Celis, Bilal ou Carcela.

A influência da janela de transferências nos onzes dos grandes

Curioso como a janela de transferências tem influenciado, por motivos diferentes, os onzes de Sporting, Porto e Benfica neste arranque de época.

O Sporting foi obrigado a jogar com ponta-de-lança e segundo avançado improvisados na jornada inaugural, devido ao castigo de Slimani e à lesão de Spalvis, e à demora em fechar os reforços para as posições de ataque. Na segunda jornada, João Mário ficou de fora dos convocados devido (digo eu) à iminente conclusão do negócio com o Inter. Dois jogos em que a equipa entrou condicionada, mas no fim o Sporting conseguiu conquistar os seis pontos.

O Porto vive uma realidade um pouco diferente. Sem ter de lidar com lesões ou castigos, Nuno Espírito Santo parece ter um onze já mais ou menos definido para a época, salvo no conhecido desejo de adicionar ao plantel mais um jogador de características ofensivas - que inicialmente se pretendia que fosse Rafa, e que agora parece ser Oliver. Parece unânime que o atual plantel é curto, mas, curiosamente, Nuno Espírito Santo não utiliza dois jogadores disponíveis que poderiam ser muito úteis, mas que estão na porta de saída: Brahimi e Aboubakar. A qualidade de Brahimi está acima de quaisquer suspeitas, mas ainda é mais estranho o caso do camaronês por causa do playoff da Liga dos Campeões - onde o Porto foi a jogo sem ter um ponta-de-lança no banco. Até ao momento não houve consequências, pois o Porto venceu os dois jogos do campeonato. Vamos ver se Brahimi e Aboubakar não farão falta no jogo de logo.

O Benfica é a equipa que resolveu mais cedo a sua vida, quer nas vendas quer nas compras essenciais para a realização das receitas necessárias e para a formação de um plantel equilibrado. Todas as movimentações de mercado que ainda existem dizem respeito a contratações de jogadores não fundamentais (a profundidade do plantel é grande) ou vendas de excedentários. Ainda assim, o Benfica parece ter deixado, à semelhança do que aconteceu na época passada, que o mercado interferisse no onze escolhido. Falo em concreto da titularidade de Salvio no último domingo - um jogador que, segundo o que diz a comunicação social, está na lista de dispensas, na esperança que permita realizar um encaixe significativo. Salvio também foi suplente utilizado nos dois jogos oficiais anteriores, entrando a poucos minutos do fim, o indicia uma tentativa de valorização de um ativo que se pretende vender. Claro que se pode dar o benefício da dúvida a esta opção de Rui Vitória - no sentido de ter sido tomada pela maior utilidade do argentino face à concorrência -, mas a verdade é que já na época passada aconteceu algo semelhante: Ola John foi titular na Supertaça e nas duas primeiras jornadas, numa altura em que a sua saída parecia inevitável. Não terá sido por Salvio que o Benfica não venceu o V. Setúbal, mas a verdade é que as várias adaptações - Pizzi para o centro e Salvio na direita - não se traduziram no resultado pretendido.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Sobre a possível contratação de André

Há coisas que vão acontecendo no clube que me custam a compreender, mas que normalmente aceito e dou tempo para fazer uma avaliação mais ponderada, por não estar na posse de todos os dados e por confiar nas pessoas que gerem o futebol do Sporting. Mas está à vista de toda a gente que contratar André tem tudo para correr mal. Este, sim, é um jogador com fama de ser mau profissional e com um rendimento dentro das quatro linhas a condizer com as atitudes que vai tendo fora de campo, a ponto de os adeptos do Corinthians estarem mortinhos para o ver sair. Basta olhar para os comentários que inundaram o Facebook do Sporting desde que se começou a falar no interesse no brasileiro.

E fico ainda mais espantado com este interesse porque, aparentemente, não aprendemos nada com a passagem de Teo Gutierrez pelo clube. Tínhamos no colombiano um jogador problemático mas que, melhor ou pior, lá ia metendo as bolas na baliza. Dispensámo-lo à seleção olímpica numa altura em que já se percebia que poderíamos vir a ter problemas na frente de ataque no início do campeonato face à lesão de Spalvis e ao castigo de Slimani, e acabámos por emprestá-lo, algumas semanas depois, a um clube argentino. Compreendi a decisão. Ora, não sendo um fã de Teo, gostava que me explicassem: por que raio aceitámos cedê-lo sem garantir o retorno do investimento feito, se agora, pelos vistos, nos preparamos para gastar mais uns valentes milhões para trazer um outro jogador que tem potencial para ser tão ou mais problemático?

Infelizmente, o interesse do Sporting é real - as palavras de Jesus na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Paços assim o indiciam - e duvido que a interferência do Porto seja verdadeira - cheira a conversa de empresário para tentar apressar o fecho do negócio ou inflacionar os valores (mas sintam-se à vontade para o desviar, OK?). Se assim for, e se André acabar mesmo por ser contratado pelo Sporting, ficarei, obviamente, a torcer pelo seu sucesso, mas sem grande fé de que tal venha a verificar-se. E, como é óbvio, a tal confiança nas pessoas que tenho (e, creio, que a maior parte dos sportinguistas tem) nas pessoas que são responsáveis pelo futebol do clube sairá inevitavelmente abalada. É aceitável que se falhe na contratação de jogadores - acontece em todos os clubes -, mas não é aceitável que se falhe na contratação de um jogador com o passado deste, principalmente quando ainda agora acabámos de sair (provisoriamente, porque ele pode voltar) de uma aventura igual.

Ações defensivas que valem como golos

O intolerável ataque do Mais Tabaco a Campbell

Já estamos habituados que os reforços sportinguistas sejam recebidos com desconfiança pela generalidade dos comentadores dos programas televisivos, mas no último sábado aconteceu algo que não imaginava ser possível. Refiro-me à reação a uma eventual chegada de Joel Campbell para o Sporting (na altura ainda não estava oficializada) pelo elenco do Mais Tabaco.

Convido-vos a assistir a uma parte do que foi dito por Dani, Luís Aguilar, Diamantino e Bernardino Barros, avisando desde já os mais sensíveis que dificilmente irão ouvir comentários mais abjetos vindo de gente que tem a obrigação de ser rigorosa e imparcial.



Joel Campbell está há vários anos no Arsenal e nunca se conseguiu impor no clube. Isso é indiscutível. Chegou a Inglaterra com 19 anos e foi emprestado nas três primeiras épocas a Lorient, Bétis e Olympiakos - sempre sem opção de compra, o que significa que o Arsenal tinha (e tem) confiança no jogador. Esses empréstimos correram melhor ou pior, mas, nas últimas duas épocas, Campbell já fez parte do plantel do Arsenal. A primeira não correu bem e acabou num novo empréstimo para o Villarreal, mas a última acabou por ser uma boa surpresa para a generalidade dos adeptos. Em 2015/16, Campbell fez 30 jogos pela equipa principal do Arsenal (e não na equipa sub-23, como disse Diamantino).

Mas, pior do que essa incorrecção, foram as acusações de falta de profissionalismo que Dani (oh, a ironia, que sabe Dani de profissionalismo para estar a apontar o quer que seja aos outros?) referiu, pois nunca houve qualquer episódio fora dos relvados ou nos treinos. Pelo contrário.

Basta ver a reação da generalidade dos adeptos de Campbell nas redes sociais para perceber que é um jogador respeitado - coisa que nunca aconteceria caso o compromisso com a equipa não existisse. E até Wenger disse isto sobre Campbell em janeiro deste ano (LINK):


Falta de compromisso? Quem lhe terá segredado isso ao ouvido? Também para rir (ou chorar) é a esterotipagem dos jogadores costa-riquenhos, trazendo Bryan Ruiz ao barulho. Pelos vistos, para esta malta, não é suficiente ser-se um dos jogadores de maior classe do futebol português. Também precisa de ter a intensidade de um Slimani ou de um Adrien. Ou, se calhar, já que exigir não custa nada, Bryan Ruiz também poderia ter uma capacidade de impulsão e jogo de cabeça ao nível dos melhores centrais, e ainda umas mãos tão seguras como as dos guarda-redes de topo. Tudo isto é ofensivo e lamentável.

Finalmente, é interessante ver tantos ses pelo facto de um jogador de 24 anos não ter conseguido triunfar na Premier League, em oposição, por exemplo, aos intermináveis elogios a Rafa pelo que tem feito no Braga. Não é propriamente a mesma coisa ser-se um jogador desequilibrador na Premier League e na Liga NOS. Aliás, o melhor jogador dos dois últimos campeonatos apenas veio para Portugal por não se ter conseguido impor em Espanha. Talvez fosse sensato não se fazerem juízos tão precipitados e esperar para ver o que os jogadores serão capazes de fazer em clubes com ambições semelhantes. Mas já se sabe como é: enquanto uns contratam o refugo por não terem capacidade para mais, outros...


São inqualificáveis estes ataques feitos pelo Mais Tabaco à honra do jogador. Conseguiram cair ainda mais fundo com este desfile de mentiras e incorreções factuais, que seriam facilmente evitados caso existisse um pouco de boa-fé e se fizessem um trabalho de casa minimamente decente.

domingo, 21 de agosto de 2016

Habemus bacalhau!

Finalmente, a confirmação de uma contratação que tem tudo para dar certo. Empréstimo por uma época sem opção de compra.



À falta de nota artística, saber sofrer é uma enorme virtude

Numa partida que se adivinhava difícil, o Sporting apresentou-se na Mata Real com Slimani na frente, mas sem João Mário no apoio.

Gelson foi o jogador escolhido por Jorge Jesus para ocupar a ala direita, mas o corredor direito foi menos dinâmico do que é habitual e a maior parte dos lances de perigo acabou por surgir pelo lado oposto. Mas estranho seria se não se notasse a falta de um enorme jogador que foi titular do Sporting nos últimos dois anos, e logo contra um adversário complicado no seu estádio. Essa falta irá continuar a sentir-se, naturalmente, mas a expetativa é que a equipa vá encontrando, gradualmente, novas soluções em função das características dos jogadores que ficam. E, justiça seja feita, Gelson acabou por ser um dos jogadores decisivos na partida de ontem.

A primeira parte foi de domínio quase absoluto do Sporting, mas sem que isso se traduzisse numa grande quantidade de oportunidades para marcar. Alan Ruiz e Slimani obrigaram Defendi a aplicar-se por três vezes, mas as redes acabaram por ser agitadas perto do intervalo, quando o Sporting desenhou uma jogada perfeita: Slimani recupera na linha de fundo uma bola que parecia perdida, metendo-a em Bruno César, que cruzou para o segundo poste onde estava Gelson. O extremo amorteceu para Adrien, que concluiu a jogada à meia-volta com um remate de belo efeito.

A segunda parte recomeçou com o Sporting a carregar na tentativa de obter o golo da tranquilidade. O esférico andou muito próximo da baliza do Paços, mas o domínio registado voltou a não se traduzir em grande chances de golo. Carlos Pinto conseguiu virar o sentido da partida colocando Ivo Rodrigues e Cícero, e nos últimos 15 minutos já se viu muito mais bola junto à área do Sporting, culminando numa ocasião em que Cícero apareceu isolado perante Rui Patrício, mas que Coates limpou de forma imperial. De resto, apesar das tentativas pacenses, não existiu qualquer outro lance que causasse calafrios aos inúmeros sportinguistas presentes. 

Não houve nota artística elevada, mas no último quarto de hora viu-se uma outra coisa que, na falta disso, e em situações de vantagens mínimas, dá tanto ou mais jeito: saber sofrer.



O melhor Adrien - já se sabe que o CM é o CM, mas suponho que a exibição de ontem tenha convencido aqueles quem possam ter ficado na dúvida sobre se existe alguma veracidade na notícia da capa de sábado, que dizia que o capitão quer sair do Sporting. Adrien está feliz no Sporting, e voltou, à semelhança do fim-de-semana passado, a ser o melhor em campo. Batalhador, com várias iniciativas individuais a empurrar a equipa para a frente (sobretudo na primeira parte) e um golo que valeu três pontos.

Dupla de betão - fica mal falar de betão para descrever algo sólido na capital do móvel, mas tivemos uma exibição de grande nível dos dois centrais. Imperiais no jogo aéreo e muito eficientes no controlo das investidas dos adversários, não deixaram que o Paços dispusesse de uma única oportunidade que fosse dentro da área (com exceção de uma em que houve um fora-de-jogo não assinalado, e que obrigou Patrício a jogar-se aos pés de um adversário para agarrar a bola). Na única vez em que a dupla não matou o perigo à nascença, Cícero conseguiu desmarcar-se de Coates no limite do fora-de-jogo, mas o uruguaio recuperou em tempo útil e fez um enorme corte na hora H.

Segunda assistência de Gelson - ainda não está no ponto em termos de capacidade de decidir o que fazer com a bola no momento certo, mas, à semelhança do que aconteceu com o Marítimo, foi crescendo no jogo à medida que o tempo foi passando e fez uma assistência para golo.

A Onda Verde - invadiu Paços de Ferreira, praticamente esgotando a lotação do estádio. Jogando em casa, a tarefa fica muito mais fácil para os nossos rapazes.

O estádio do Paços - numa liga em que ainda abundam relvados de má qualidade, é de louvar o esforço feito pelo Paços de Ferreira em melhorar as condições do seu estádio. Novas torres de iluminação, nova bancada em construção e um excelente relvado. Fosse sempre assim.




Inteligência na gestão dos últimos minutos - o Sporting é uma equipa mais madura neste aspeto do jogo do que há dois anos, mas ontem poderia ter feito um melhor trabalho. Lembro-me, particularmente, de Bruno Paulista ter decidido fazer um cruzamento para Slimani, aos 90'+1, onde estavam 4 defesas do Paços contra 2 avançados nossos, e sem que houvesse alguém à entrada da área para disputar uma segunda bola. Resultado: o cruzamento saiu curto e oferecemos uma bola ao adversário, em vez de manter a posse e deixar correr o tempo para esgotar os dois minutos que faltavam.

Uma tendência que já se via na época passada - todos sabem que Hugo Miguel é um árbitro permissivo. Não surpreende que nunca tenha agido disciplinarmente perante a sucessão de entradas duras de jogadores do Paços. E também não surpreende ninguém que, à primeira oportunidade, tenha mostrado um amarelo a William por uma suposta interrupção de ataque prometedor, quando, na realidade, William nem sequer tocou no adversário. Ou seja, ficámos com o médio defensivo condicionado durante mais de metade do jogo. Regressou aquela tendência que andou muito na moda na época anterior: os árbitros vão mantendo os amarelos no bolso, mas só até ao momento em que um jogador do Sporting faça uma falta merecedora de cartão.



Patrício entre os centrais - já tinha acontecido contra o Marítimo, mas ontem foi mais frequente ver Rui Patrício avançar para o meio dos centrais no início de construção. Já todos nos tínhamos apercebido que existe um maior à-vontade do guarda-redes em jogar com os pés, e Jesus parece querer tirar partido disso. Dispensando William dessas funções, é mais uma linha de passe potencial que se abre nas saídas para o ataque. Vamos ver se é para continuar.



Vitória difícil, como é típico em Paços de Ferreira, mas importantíssima em vésperas de clássico. Fica o desejo de que os dossiers de João Mário e Campbell se resolvam rapidamente para não condicionarem a preparação do jogo com o Porto.

sábado, 20 de agosto de 2016